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Cuidados para não cair em golpes virtuais

Estima-se, segundo dados da Norton Cyber Security Insights Report, que em 2017 cerca de 62 milhões de brasileiros foram vítimas de cibercrimes, representando 61% de toda a população conectada, com prejuízos que chegaram a contabilizar US$ 22 bilhões. A notificação de fraude mais comum ainda é referente ao vazamento de dados de cartões de crédito, que incide não somente as pessoas físicas, mas também gera prejuízos a empresas que são vítimas potenciais desses criminosos.

A vulnerabilidade do cartão de crédito torna fácil a interceptação de dados, como nome, CPF, endereço, data de nascimento, entre outros. Além das fraudes cometidas com cartões, outro potencial alvo de crimes se dá por meio do roubo de senhas, que utilizam os e-mails para que o usuário baixe um arquivo malicioso ou vá até um site.

Veja algumas dicas para se proteger deste tipo de crime:

1. Compras na internet:
Antes de efetuar qualquer compra em sites e lojas virtuais verifique se a página apresenta certificado de segurança digital. É preciso conferir se o http do endereço vem acompanhado de um “s” no final, pois os sites seguros apresentam a sigla https. Verifique se o site possui conexão SSL (o cadeado de segurança), os sites fraudulentos não costumam exibir esse símbolo. Verifique a reputação da empresa em sites especializados em reclamações, incluindo Procons e o consumidor.gov. Esses portais relatam problemas com pedidos, entregas, política perversa e todos os processos que envolvem as compras online.

2. Solicitação de cadastro:
É preciso ficar atento às solicitações de cadastro, pois os golpistas utilizam essas informações para criar bases de e-mails e enviar vírus pelo e-mail. Complete o cadastro somente quando o site for de confiança e apresentar certificado. Confira dados da empresa que estão cadastrados nesses sites, como razão social, número do CNPJ, endereço e telefone para contato. Nunca forneça os dados do cartão de crédito ou informações confidenciais como senha, código de segurança da conta bancária em sites sem conexão segura ou em e-mails não criptografados.

3. Ofertas tentadoras:
Desconfie de lojas virtuais que comercializam produtos com preços muito abaixo do mercado. Não caia na tentação de clicar nessas promoções relâmpagos, pois elas podem esconder diversos tipos de programas que são automaticamente baixados no computador.

4. Atualização do antivírus:

Mantenha o antivírus do seu computador atualizado para evitar o roubo de arquivos praticados por programas espiões. Os programas de segurança eletrônica oferecem constantemente formas de proteção atualizadas.

5. Redes Wi-Fi:
Tenha cuidado ao se conectar em redes Wi-Fi públicas de internet ou ao utilizar computadores públicos. Lembre-se de que as redes Wi-Fi públicas, sejam abertas ou protegidas por senha, podem estar sendo interceptadas. Preste atenção e realize sempre o logoff das contas de e-mail, internet banking, e outros sites que possam conter informações pessoais.

6. Recebimento de e-mail e mensagens:
Tenha cuidado com e-mails desconhecidos e jamais clique em anúncios com ofertas tentadoras ou que tragam o nome de bancos e instituições financeiras, pois podem ser phishing, conhecidos como fraudes eletrônicas ou vírus. Essa recomendação também vale para links postados em redes sociais ou recebidos em grupos de WhatsApp. Para confirmar se a oferta exibida na rede ou na mensagem é real, navegue até o site do varejista e busque o produto anunciado.

7. Pagamentos:
Verifique sempre as possibilidades de pagamento e dê preferência aquelas que oferecem como opção de pagamento por transferência bancária ou débito. O uso do cartão de crédito nesses casos é sempre mais arriscado.

8. Documentação:
Guarde todos os comprovantes da negociação realizada como uma forma de proteção. Imprima as páginas da oferta e todas as etapas para fechar a compra na internet. Esses documentos podem servir como provas para em caso de problemas solicitar reembolso e também facilitam para, se necessário, entrar com uma queixa nos órgãos de defesa do consumidor ou na Justiça.

É importante lembrar que, em caso de dúvida ou insegurança no momento de realizar qualquer compra ou transação, é mais prudente não realizar. Confie sempre no seu bom senso e aja com cautela. A melhor forma de evitar prejuízos financeiros é por meio da prevenção.

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